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Solteira vs. Casada - a saga do “ainda estás solteira?”

A strong, independent woman. Este é o lema de muitas mulheres do séc. XXI, que se sentem confortáveis solteiras. Outras continuam a achar que precisam de ter um casamento e uma família para se sentirem realizadas; têm medo de se sentir sós ou de envelhecer sós. Por isso, não nos cabe julgar o que é melhor. Estar solteira ou num relacionamento é uma decisão muito íntima e que cada uma sabe de si. Mas vamos rebobinar por um segundo e falar um pouco sobre este primeiro grupo de mulheres que se sente bem solteira. Sentir-se confortável sozinha não significa abdicar de uma família - simplesmente, significa que estão à espera da pessoa certa e do momento certo nas suas carreiras também. A prioridade, em vez de ser o objectivo “formar família”, é o seu bem-estar.  Não que haja algum problema se uma mulher não quiser, de facto, constituir família. A partir de uma certa idade, todas as mulheres ouvem a pergunta “ainda estás solteira”, que na verdade esconde também a pergunt...

Família ou carreira?

Família ou carreira? Muitas mulheres continuam a pensar nisto como uma escolha. Sacrificar a carreira pela família? Ou deixar a família para depois e priorizar a carreira? O problema está logo na forma como se coloca a questão: “ou...ou”. Porque não “e”? Porque não combinar as duas coisas? Infelizmente, muitas pessoas continuam a achar que uma mãe que trabalha a tempo inteiro não é uma mãe tão presente. O primeiro problema está logo aí - assume-se que a mãe é que quem tem que se sacrificar nos primeiros anos de vida do filho para o acompanhar, em vez de se ver a família como uma responsabilidade partilhada. Outras mulheres têm receio de não subir na carreira tão depressa quanto poderiam, de hipotecar o seu futuro profissional ou até de serem despedidas. Infelizmente, este é um medo legítimo: apesar de ser ilegal, há muitas empresas que encontram subterfúgios para despedir mulheres grávidas ou em licença de maternidade. Outras nem sequer contratam mulheres para altos ca...

Natal sem desperdício #zerowaste?

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O Natal aproxima-se a passos largos e com ele vêm todo o tipo de desperdícios. Luzes de Natal pouco eficientes ligadas todo o dia, papéis de embrulho que vão inevitavelmente acabar no lixo, sobras de comida em que ninguém vai tocar e por aí fora. Por isso, o desafio deste ano é fazer um Natal com menos desperdício - ou mesmo um Natal sem desperdício, de acordo com o movimento #zerowaste. Aqui vão algumas dicas! Decoração sem luzes As luzes de Natal ficam ligadas durante todo o dia e, ainda por cima, têm uma péssima eficiência energética. Este ano, quando decorar a sua casa para o natal, prefira uma decoração mais amiga do ambiente. Aproveite restos de embalagens, tampas, caixas de cartão e plásticos para fazer decorações com os miúdos - o metro do Bolhão (no Porto) está todo decorado desta forma, com efeitos feitos por crianças das escolas primárias da cidade. Quanto às luzes, use velas para dar luz e cheiro a toda a casa! Embrulhos ecológicos Também ...

Objectivo para 2019: estar mais vezes com os nossos amigos

Agora que Dezembro já chegou (olá mãozinhas frias!, olá férias de Natal!) e que a passagem de ano está aí à porta, chegou a altura de definir os objectivos para o novo ano. Nem sempre é fácil cumprir o que prometemos ao longo do ano - mas é por isso que faço este post. Ao tornar este objectivo público, estou a comprometer-me com ele! Vocês podem repreender-me se não me mantiver fiel a este propósito, os meus amigos podem chamar-me a atenção… … até porque este objectivo tem tudo a ver com eles. Infelizmente, nem sempre temos tempo de nos reunir. Há alguns anos que não vejo colegas de secundário de quem costumava ser muito próxima. Os almoços e os jantares são adiados vez após vez, numa corrente que se arrasta através dos anos. Mas porquê? Quando pensamos nisso, deixamos os amigos para trás por um trabalho que se estendeu até tarde, porque tínhamos que ir a correr a um sítio qualquer na hora de almoço, por uma gripe que veio no dia errado. Uma correria que não nos serve de n...

Aprender a partilhar e outras lições do bebé #2

“O segundo filho é aquele que nasce para provar que é possível amar mais do que um filho”. A frase é da Cátia Silvestre, que talvez conheçam do blog A minha Bebé Matilde. Vamos dar um salto no tempo: a Matilde já tem 4 anos e tem um irmão bebé, o Vicente. Enquanto a Matilde aprende a partilhar as brincadeiras - e, sobretudo, a atenção - os pais aprendem que podem amar mais um filho de igual forma. Há muitos lugares comuns em relação ao segundo filho. Por um lado já sabemos ao que vamos. A gravidez, as noites mal dormidas, as gastroenterites, as birras no médico, as dores dos primeiros dentes, a mudança de fraldas. Nada disso é novidade durante a chegada do segundo filho. Isso dá-nos alguma falsa confiança; pois nada garante que o segundo repita as manhas (ou as façanhas) do primeiro.  Por outro lado, existe sempre a dúvida - será que vou conseguir gostar de outro ser tão pequenino tanto como do primeiro? Será que tenho amor, tempo e paciência para outro filho? Há e...

Sem preconceitos, mais ou menos

Já aqui falei da importância de perdermos os preconceitos em 2018 (e, já agora, em 2019 e em todos os anos seguintes também). Mas quando digo isto a alguém, dizem-me sempre que não têm preconceitos. Está tudo bem, asseguram-me. Cada um pode ser, parecer e fazer aquilo que quiser, ao contrário do que acontecia antigamente, “no tempo do Salazar”. Em primeiro lugar, o que vos apraz dizer sobre estes standards tão baixos? Afinal de contas, se tudo está bem, porque é que o nosso ponto de comparação tem que ser um regime ditatorial e autoritário? Em segundo lugar, teremos avançando assim tanto? Será que temos a cabeça bem resolvida e que cada português pode, realmente, ser aquilo que quiser?  Temo que a resposta seja não. Num mundo em que é okay ser gay mas só “cada um em sua casa”, em que não há problema com as tatuagens “desde que não vejam” e em que alguém tem que tirar os piercings para trabalhar não é um país verdadeiramente livre em que cada pessoa faz o que ...

Tradições Perdidas: devemos resgatá-las?

Os ovos de chocolate, as amêndoas, os fios de ovos… A Páscoa é uma das festas mais doces que celebramos em Portugal. Mas agora já estamos quase no Halloween, lembrei-me de falar de uma tradição meia perdida: alguém se lembra do “pão-por-Deus”? Quando era miúda, costumávamos percorrer a cidade toda no dia de Todos os Santos (1 de Novembro), tocar às campainhas e pedir doces. Muitas pessoas davam-nos rebuçados e caramelos, mas outras ofereciam bolos caseiros! Antes de abrirem as portas, ficava sempre ansiosa para saber o que nos ia calhar (e a quantidade, pois repartíamos por todos!).  Lembro-me de algumas senhoras que nos davam broas de mel, doces com frutos secos ou com fruta caramelizada. Na Madeira - tínhamos uma vizinha de lá - é comum fazer malassadas. Para quem nunca comeu, parecem sonhos (como os que se cozinham no Natal), cobertos com mel ou com caramelo. Segundo sei, os tradicionais levam mel de cana, mas sinceramente aqui no continente nunca encontrei! Ag...