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Sem preconceitos, mais ou menos

Já aqui falei da importância de perdermos os preconceitos em 2018 (e, já agora, em 2019 e em todos os anos seguintes também). Mas quando digo isto a alguém, dizem-me sempre que não têm preconceitos. Está tudo bem, asseguram-me. Cada um pode ser, parecer e fazer aquilo que quiser, ao contrário do que acontecia antigamente, “no tempo do Salazar”. Em primeiro lugar, o que vos apraz dizer sobre estes standards tão baixos? Afinal de contas, se tudo está bem, porque é que o nosso ponto de comparação tem que ser um regime ditatorial e autoritário? Em segundo lugar, teremos avançando assim tanto? Será que temos a cabeça bem resolvida e que cada português pode, realmente, ser aquilo que quiser?  Temo que a resposta seja não. Num mundo em que é okay ser gay mas só “cada um em sua casa”, em que não há problema com as tatuagens “desde que não vejam” e em que alguém tem que tirar os piercings para trabalhar não é um país verdadeiramente livre em que cada pessoa faz o que ...

Objectivo: acabar com os preconceitos

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Um dos meus objectivos para 2018 é deixar para trás todos os preconceitos. Nem toda a gente é como nós, pensa, vive e sente como nós. Não há nada de errado com isso, é a própria natureza das pessoas. Recentemente vi uma campanha da cerveja Musa , a propósito do Queer Lisboa 2018, em que o rótulo desaparece. A mensagem é óbvia: no labels. Se pensarmos dois minutos, faz muito mais sentido. Para que servem as etiquetas? As etiquetas com que rotulamos os outros, e às vezes a nós mesmos, existem apenas por conveniência. Para que nos possam categorizar e para que nós possamos encontrar o nosso próprio “bando”, como se as comunidades não se pudessem misturar. Aliás, é essa sensação de separação que faz com que vejamos o mundo neste sentido: nós e o outro. Enquanto pensarmos no outro, vamos ter sempre preconceitos. Temos que perceber que os outros, afinal, são como nós. Somos nós. O que é que acontece quando o outro é o nosso irmão? O nosso melhor amigo? O nosso pai ou a nossa mãe? Só temos um...