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Aprender a partilhar e outras lições do bebé #2

“O segundo filho é aquele que nasce para provar que é possível amar mais do que um filho”. A frase é da Cátia Silvestre, que talvez conheçam do blog A minha Bebé Matilde. Vamos dar um salto no tempo: a Matilde já tem 4 anos e tem um irmão bebé, o Vicente. Enquanto a Matilde aprende a partilhar as brincadeiras - e, sobretudo, a atenção - os pais aprendem que podem amar mais um filho de igual forma. Há muitos lugares comuns em relação ao segundo filho. Por um lado já sabemos ao que vamos. A gravidez, as noites mal dormidas, as gastroenterites, as birras no médico, as dores dos primeiros dentes, a mudança de fraldas. Nada disso é novidade durante a chegada do segundo filho. Isso dá-nos alguma falsa confiança; pois nada garante que o segundo repita as manhas (ou as façanhas) do primeiro.  Por outro lado, existe sempre a dúvida - será que vou conseguir gostar de outro ser tão pequenino tanto como do primeiro? Será que tenho amor, tempo e paciência para outro filho? Há e...

Sem preconceitos, mais ou menos

Já aqui falei da importância de perdermos os preconceitos em 2018 (e, já agora, em 2019 e em todos os anos seguintes também). Mas quando digo isto a alguém, dizem-me sempre que não têm preconceitos. Está tudo bem, asseguram-me. Cada um pode ser, parecer e fazer aquilo que quiser, ao contrário do que acontecia antigamente, “no tempo do Salazar”. Em primeiro lugar, o que vos apraz dizer sobre estes standards tão baixos? Afinal de contas, se tudo está bem, porque é que o nosso ponto de comparação tem que ser um regime ditatorial e autoritário? Em segundo lugar, teremos avançando assim tanto? Será que temos a cabeça bem resolvida e que cada português pode, realmente, ser aquilo que quiser?  Temo que a resposta seja não. Num mundo em que é okay ser gay mas só “cada um em sua casa”, em que não há problema com as tatuagens “desde que não vejam” e em que alguém tem que tirar os piercings para trabalhar não é um país verdadeiramente livre em que cada pessoa faz o que ...

Tradições Perdidas: devemos resgatá-las?

Os ovos de chocolate, as amêndoas, os fios de ovos… A Páscoa é uma das festas mais doces que celebramos em Portugal. Mas agora já estamos quase no Halloween, lembrei-me de falar de uma tradição meia perdida: alguém se lembra do “pão-por-Deus”? Quando era miúda, costumávamos percorrer a cidade toda no dia de Todos os Santos (1 de Novembro), tocar às campainhas e pedir doces. Muitas pessoas davam-nos rebuçados e caramelos, mas outras ofereciam bolos caseiros! Antes de abrirem as portas, ficava sempre ansiosa para saber o que nos ia calhar (e a quantidade, pois repartíamos por todos!).  Lembro-me de algumas senhoras que nos davam broas de mel, doces com frutos secos ou com fruta caramelizada. Na Madeira - tínhamos uma vizinha de lá - é comum fazer malassadas. Para quem nunca comeu, parecem sonhos (como os que se cozinham no Natal), cobertos com mel ou com caramelo. Segundo sei, os tradicionais levam mel de cana, mas sinceramente aqui no continente nunca encontrei! Ag...

Aventuras da Maternidade - do desfralde aos lanches sem açúcar

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Tirar macacos do nariz às filhas, preparar lanches saudáveis, manter as crianças sossegadas, lidar com as birras e com aqueles momentos que nos deixam K.O. A primeira mãe que nunca passou por estas peripécias que atire a primeira pedra. Mas hoje estou aqui para vos falar de uma mãe que toca em todos estes tópicos sem rodeios: Vinil e Purpurina .  A blogger por detrás do Vinil e Purpurina tem duas filhas, uma de 2 e outra de 4 anos, ao que se junta o bebé de 2 meses Eduardo. Viver com três filhos não é tarefa fácil, por isso a Carla é especialmente qualificada para nos elucidar sobre os desafios e as alegrias da maternidade.  No blog partilha todos aqueles momentos em que nos rimos das respostas impensáveis que só as crianças sabem dar, do alto da sua sabedoria de 4 anos. Mas também todos aqueles momentos mais incómodos, como a vontade súbita de ir à casa de banho, o desfralde e a luta contra os chichis nocturnos. A maternidade, como sabem, nunca é monótona....

Onde passar este fim de semana prolongado?

À procura de boas sugestões sobre o que fazer em Lisboa? Pronto/a para ir à busca de Portugal? À procura do seu próximo livro de cabeceira? A vida não é só treino e objectivos: também se faz de momentos de lazer! É por isso que hoje vos venho dar sugestões sobre o que fazer em Lisboa durante o fim de semana prolongada e sítios que vale a pena visitar. Saiam de casa, peguem no carro e rumem ao que de melhor Portugal tem que oferecer. Programas em Lisboa para o fim de semana prolongado Se vão passar o fim de semana prolongado em Lisboa, há dezenas de sítios que podem explorar na capital. Estas são algumas das sugestões da Alfacinha - a pessoa ideal para nos guiar, portanto - mas não tenham medo de se perder pela cidade das sete colinas. A primeira sugestão é uma visita à Estufa Fria . Situada no Parque Eduardo VIII, muitos lisboetas nem se apercebem que este tesouro existe. O que outrora foi uma mina de basalto é um cenário incrível com plantas de diferentes regiões e sim, muito Insgra...

Objectivo: acabar com os preconceitos

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Um dos meus objectivos para 2018 é deixar para trás todos os preconceitos. Nem toda a gente é como nós, pensa, vive e sente como nós. Não há nada de errado com isso, é a própria natureza das pessoas. Recentemente vi uma campanha da cerveja Musa , a propósito do Queer Lisboa 2018, em que o rótulo desaparece. A mensagem é óbvia: no labels. Se pensarmos dois minutos, faz muito mais sentido. Para que servem as etiquetas? As etiquetas com que rotulamos os outros, e às vezes a nós mesmos, existem apenas por conveniência. Para que nos possam categorizar e para que nós possamos encontrar o nosso próprio “bando”, como se as comunidades não se pudessem misturar. Aliás, é essa sensação de separação que faz com que vejamos o mundo neste sentido: nós e o outro. Enquanto pensarmos no outro, vamos ter sempre preconceitos. Temos que perceber que os outros, afinal, são como nós. Somos nós. O que é que acontece quando o outro é o nosso irmão? O nosso melhor amigo? O nosso pai ou a nossa mãe? Só temos um...

Os influencers não são todos millennials

Hoje trago-vos um post diferente. Uma espécie de desabafo, vá. Sempre que abro o blogger ou o Instagram, sou rodeada por influencers de 20 e tal anos, 30 no máximo, todas em boa forma e a mostrar-me como as férias são idílicas. Onde estão as pessoas com idade para se lembrar da Internet ADSL? Onde fomos parar? Os corpos bonitos não só são os corpos novos. Qualquer pessoa pode treinar, mudar a sua alimentação, ter um aspecto saudável e jovial. Porque é que nunca vemos isso nas redes sociais? Será que o Instagram nos está a deixar obcecados com a juventude? Ou será que ter mais de 30 anos nos desqualifica imediatamente? Se calhar, perdemos a capacidade de encontrar o enquadramento para a selfie perfeita e o nosso cérebro não aguenta procurar o emoji ou o gif perfeito para os 8 stories diários. Se se sentem como eu, então talvez seja bom relembrar-vos que a blogosfera continua viva. Sim, alguns abandonaram os blogs. Outros continuam por aqui, a contar as peripécias de uma vida “normal” em...